O Grupo Zema é um importante parceiro e cliente da Rede Prodoeste. Na última edição do “Zema Notícias” nos deparamos com um excelente editorial, escrito pelo Diretor Geral, Romeu Zema Neto. Dessa forma, partilhamos esse excelente texto.
Pessoas Tóxicas
Os especialistas em recursos humanos têm alertado para um fenômeno cada vez mais comum: as pessoas são contratadas pelo conhecimento e demitidas pelo comportamento. São inteligentes e qualificadas, mas incapazes de se relacionar bem com os demais. Acabam por intoxicar o ambiente de trabalho. Mudanças sociais e culturais nos têm tornado cada vez mais impacientes, irritados, intolerantes e egoístas. O que era impensável para nossos pais hoje aparece nos jornais – alunos que agridem professores e filhos que matam pai e mãe. Alguém que “leva uma fechada” no trânsito, em vez de seguir seu caminho, vai atrás de desforra. Estaremos nos descivilizando?
Varejo é gente
A atividade de varejo, por sua natureza, envolve muita gente. Diariamente temos contato com dezenas de milhares de clientes. Logo, para estar aqui, é essencial gostar de pessoas. É assim que passamos nosso dia: em contato com os outros. Esta característica, muito acentuada no varejo, está presente também em outros ramos. Mesmo aquele que deseja ficar isolado e vai trabalhar em uma linha de produção ou fazenda não ficará sem se relacionar. Vivemos num mundo complexo, interdependente, e qualquer atividade exige colaboração. Temos de aprender a lidar com gente.
Pequenos atos, grandes ganhos
Muito está ao nosso alcance, e com um pouco de boa vontade podemos contribuir. Educação, gentileza e cortesia são artigos cada vez mais raros, mas continuam extremamente válidos. Nunca prejudicam ninguém. Muito pelo contrario, tratar bem as pessoas não custa nada, abre as portas e só traz benefícios. Custa a mesma coisa que tratar mal, o que provoca resistência, antipatia e estresse.
Mesmo assim, muitas pessoas têm enorme dificuldade em dizer “bom dia”, “boa tarde”, “por favor”, “muito obrigado”, em abrir uma porta ou sorrir. Procedem como se isto custasse uma fortuna. Mas, vale repetir: o custo de proceder assim é zero e o retorno, altíssimo. Quem não faz está deixando de lado um ótimo investimento! A camaradagem complementa este modo de agir – estar disponível, ajudar e apoiar os outros sempre que possível. O trabalho colaborativo é instrutivo, cria laços de confiança e traz sinergias. Duas pessoas isoladas produzem, cada uma, duas unidades por hora. Caso trabalhem em conjunto, esta mesma dupla produzirá mais que quatro unidades por hora. Uma supre as deficiências da outra, uma ensina e aprende com a outra.
Pequenos atos, grandes perdas
Por outro lado, rudeza, grosseria, ironia e cinismo corroem e destroem relacionamentos. Até mesmo atos aparentemente inocentes acabam por causar estragos – deixar de retornar um telefonema, não responder um e-mail, deixar a sujeira ou bagunça para outro limpar ou organizar. Completar esta lista negra a intriga, a indiferença e a mentira, verdadeiros venenos, capazes de aniquilar qualquer ambiente saudável. Zelar por um bom clima é essencial em qualquer situação – família, vizinhos, amigos, escola e trabalho. Quando se descuida, o ambiente deteriora, uma equipe que um dia aprecia seu emprego passa a considerá-lo um sacrifício, até mesmo uma tortura. Passa a trabalhar insatisfeita, estressada e desmotivada. Piora-se a qualidade do que ela faz, a produtividade cai, o atendimento se danifica, os clientes somem e as vendas despencam. Este custo oculto, causado pelo clima pesado, não é apontado em nenhum relatório gerencial ou contábil.
Tolerância
Por mais que nos esforcemos, falharemos em alguns momentos. Meu colega tem problemas particulares sérios, não está bem e me dá uma “resposta atravessada”. Tenho duas opções: jogar gasolina na fogueira (revidar) e piorar a situação ou jogar água (manter a calma) e reduzir o mal-estar. Um erro não justifica o outro. Algumas pessoas desequilibradas – mesmo alertadas, orientadas e acompanhadas – não conseguem mudar seu comportamento nocivo; perturbam, contaminam e, não raro, esgotam aqueles a sua volta. Quando ocupam cargo de chefia, o dano é ampliado. Infelizmente, em algumas situações não temos encontrado alternativa, a não ser o desligamento do “agente insalubre”. Fazemos o que está a nosso alcance para evitar chegar a este ponto, mas temos de ser realistas: não somos psiquiatras e não vamos resolver os problemas destas pessoas!