Aproveite o Carnaval para revisitar a alegria

Profº Luiz Marins

Há vários estudos que comprovam que a alegria é um estado de espírito que deve ser conquistado pela pessoa e partindo de dentro de si mesma. Se alguém esperar as condições externas ideais para então encontrar a alegria e a felicidade, jamais as encontrará.

Existe hoje um movimento na Psicologia, chamado Psicologia Positiva que, em vez de estudar as doenças e as perturbações nos seres humanos, passou a investigar “o melhor das pessoas e as pessoas no seu melhor”, como dizem dois amigos e professores de Psicologia da Universidade de Lisboa, Helena Marujo e Luís Miguel Neto em vários de seus artigos acadêmicos. Shawn Achor, da Universidade de Harvard, segue a mesma linha. Ele afirma que temos que inverter a fórmula da felicidade. Hoje pensamos assim: “devo trabalhar muito para ter sucesso e só então, com sucesso, serei feliz”. Achor propõe que a pessoa deva aumentar seu sentimento de felicidade e então terá mais motivos para trabalhar melhor e então obterá sucesso. Se colocarmos sempre a felicidade depois de alguma coisa, jamais a encontraremos, pois sempre diremos: “se eu ganhar na loteria serei feliz” ou ainda: “se eu for promovido serei feliz”, num processo constante de insatisfação sempre buscando a felicidade onde não estamos.

Assim, dentre outras coisas, esses professores propõem que aprendamos a ter um espírito de gratidão em relação à pessoas e às coisas que possuímos; a colecionar fatos positivos em vez de negativos; a praticar exercícios físicos; a aprender a meditar e desenvolver a gentileza, a polidez, a temperança. Aprender a valorizar o que temos – saúde, amigos, família, bens materiais – em vez de nos concentrar no que não temos é um dos caminhos para a felicidade e para uma vida mais alegre, uma vida “que merece ser vivida”, sempre com base nas mais elevadas virtudes humanas como afirmam os professores Helena Marujo e Luís Miguel Neto. Não se trata do discurso superficial “new age” do tipo “a vida é cor-de-rosa” ou “vamos pensar positivo que tudo se resolve”. Trata-se de um movimento científico que cresce no mundo inteiro de tomarmos consciência de nossas virtudes e viver uma vida com base na reflexão de que devemos cuidar de nossas relações e potencializar nossas emoções positivas.

Será que também não estamos sempre colocando a felicidade e a alegria depois de algo deixando de valorizar e saborear os momentos felizes e alegres de nossa vida? Será que não vivemos reclamando e alimentando a ideia de que temos um péssimo emprego, uma saúde frágil, uma família difícil, poucos amigos, pouco dinheiro e que somos, portanto, infelizes? Será que nós não vivemos concentrados no que não temos, em vez de agradecer o que temos?

Vamos pois aproveitar o Carnaval para revisitar nossos conceitos de alegria e felicidade. Pense nisso. Sucesso!

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