Trabalho voluntário: poucos entendem a razão dos que fazem essa “loucura”

Profº Marins

Visitando a Casa do Moinho – www.casadomoinho.org.br, uma escola que forma meninas com poucos recursos, em cursos de técnico em cozinha e alimentação e técnico em hospedagem, me deparei com um grupo de voluntários que dedicam boa parte do seu tempo a ensinar e formar aquelas meninas de maneira totalmente voluntária, sem ganhar absolutamente nada e ainda se deslocando por conta própria para chegar à escola.

Além da parte técnica, todas são formadas em valores humanos.

Conheci uma professora de inglês que seria contratada pelas melhores escolas de idiomas, ensinando lá gratuitamente. Encontrei um grande consultor de hotelaria, famoso e competente, que dedica todas as suas terças-feiras para ensinar aquelas meninas simples que ali estudam sem pagar nada, pois pouco possuem de recursos. Encontrei ainda uma argentina que se dedica a ensinar espanhol.

O que faz essas pessoas, dentre muitas outras que conheci, a doarem tempo, dedicação e mesmo dinheiro para ajudar outras pessoas? Que loucura é essa, num mundo materialista e consumista onde todos só querem ganhar?

É simples: tanto as professoras como o famoso consultor me disseram ser aqueles dias, os mais felizes, os melhores, os mais realizadores de suas semanas. Que segredo é esse?

A verdade é que só mesmo quem se doa, voluntariamente, sem expectativa de retorno é que conhece a verdadeira felicidade. E isso é inacreditável para muitos.

Pode parecer bobagem ou loucura, mas só quem experimenta esse amor verdadeiramente cristão de fazer alguém feliz, é que pode testemunhar a razão de tanta felicidade. O prazer egoísta não realiza. O fazer o outro feliz é que, milagrosamente, nos faz sentir melhores, mais humanos, e nos dá um sentimento de autoestima elevada. Só então passamos a entender a razão dos que servem e são felizes e da infelicidade dos que vivem querendo ser servidos.

Pense nisso. Sucesso!

Anthropos – Antropologia Empresarial
anthropos.com.br

Esta entrada foi publicada em Sem categoria. ligação permanente.

Deixe uma resposta